terça-feira, 22 de novembro de 2016

Como a cerveja é feita?

Abaixo mostraremos um resumo do processo da cerveja.



 1 ° -  Cevada Maltada:
Primeiro a cevada maltada é misturada com água quente, criando a “mistura” um pastoso mingau de aveia. 
Em seguida, um líquido chamado mosto de açúcar é drenado.

2º - Lúpulo:
O lúpulo é cozido com o mosto pra adicionar amargura, sabor e aroma.

3º - Fermentação
O fermento é misturado com o mosto deixando fermentar. O mesmo converte o açúcar em Etanol e Dióxido de Carbono.
Neste momento é definida a categoria da Cerveja Ales ou Lagers.
Ales: Quando a levedura fermenta a altas temperaturas e fica na superfície, produz o Ale (cerveja Inglesa) que inclui as populares Pale Ale, Stout, Porter, Hefeweizen, Blonde, IPA, Belgian Ale e Amber.
Lagers: Quando fermenta em baixas temperaturas e não flutua para a superfície, produz a “lager” que inclui as populares Pilsen, Block, Mazner, Hellers, Doppelbok e Dubkel. 

4º - Finalização
Por último a bebida descansa e fermenta por várias semanas até serem acomodadas nas garrafas e barris. Estando apta para o consumo.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

OS TIPOS DE CERVEJA

   Ao contrário dos estilos de cerveja, os tipos de cerveja são apenas dois, somente dois: Ale e Lager. Provavelmente você já ouviu falar desses tipos, principalmente do segundo, que é o tipo que mais vende por aqui no Brasil.
 Basicamente são esses dois tipos, grupos de cerveja, que a diferença entre as duas se dão considerando a espécie de levedura e seu posicionamento no tanque, durante a fermentação. Vamos saber mais um pouco sobre.

Cervejas do Tipo LAGER

São as cervejas de baixa fermentação, sendo produzidas em uma temperatura reduzida, por volta de 10 graus, são as mais vendidas aqui no Brasil, por causa das pilsens, que são vendidas aos montes no Brasil. Mas isso não faz com que as pilsens sejam ruins, somente água e milho como as cervejas mais tomadas no Brasil, muito pelo contrário. Na Alemanha e na República Tcheca temos cervejas do estilo Pilsen muito boas e geralmente mais amargas.
Na grande maioria as Lagers são mais secas, com maior predominância do malte e do lúpulo sobre os sabores e aromas provenientes da levedura. As pilsens brasileiras são extremamente leves, com pouco corpo e amargor, por isso que é muito consumida, a galera bebe na praia, refresca e desce bem depois de uma partida de futebol. Enquanto as alemãs, por exemplo, são mais amargas e encorpadas.

Cervejas do Tipo Ale

São muito mais complexas e frutadas, o que dá a graça na cerveja, o “diferente” que muitos falam ao experimentas uma cerveja diferente das pilsens que estão acostumados a beber.
As cervejas do tipo Ale são cervejas de alta fermentação, são feitas em temperaturas mais altas, por volta de 20 graus e seus fermentos ficam suspensos nos tanques de fermentação, que é de onde vem o “alta fermentação”.
As primeiras cervejas foras as Ales, na época não existia ainda as cervejas do tipo Lager, que surgiram por volta do ano 1400.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

5 Temperos para a sua cerveja




Cervejeiros caseiros adoram recriar os nossos estilos favoritos de cervejas, mas também gostam de inovar ou testar algo diferente em suas receitas. O uso de temperos diversos já se tornou uma prática comum entre homebrewers do mundo todo, apesar de que o uso de ingredientes diferentes dos tradicionais água, malte, lúpulo e levedura já vem sendo empregado (e com perfeição) pelas tradicionais escolas europeias, vide as witbiers belgas que levam semente de coentro e casca de laranja. E é com esse espírito de inovação e busca de novos sabores que nós trazemos aqui uma lista com 5 temperos para se usar em sua cerveja:


1- AÇAFRÃO
Também conhecido como açafrão-da-terra, cúrcuma, tumérico e gengibre amarelo, é uma planta herbácea prima do gengibre, sua principal característica é a forte cor amarela que ela da aos alimentos. Sua raiz é moída e tirada um pó, nosso conhecido açafrão, que é utilizado como condimento e corante na culinária e no preparo de medicamentos. É muito utilizado na culinária indiana para colorir o arroz. Seu uso na cerveja tem o mesmo objetivo que na culinária, conferir uma cor amarela bem vibrante. Cuidado que você pode também colorir seu fermentador plástico com essa especiaria.

2- ALECRIM
Uma erva típica da culinária italiana que foi muito bem empregada pelos brasileiros. Incrivelmente aromática, seria um incremento interessante para cerveja igualmente aromáticas, como American IPA, Imperial IPA e Saison. Uma Pale Ale de centeio também seria uma forte candidata para receber alecrim, já que a erva combina com toques picantes. Há algumas controvérsias no meio cervejeiro sobre qual melhor tipo de alecrim a ser usado, o alecrim seco ou o alecrim fresco. Recomenda-se a adição de 30 gramas de alecrim para 20L durante a fervura (fervendo-o por 45 minutos). Possível também fazer um “dry-hopping” com 15 gramas de alecrim para 20L de cerveja, adicionando-o na fase de fermentação secundária.

3-CANELA
A canela já ganhou seu espaço nas receitas sazonais de cervejas natalinas. Desde as tradicionais escolas belga e alemã até a revolucionária americana usam a canela para essas cervejas festivas. Podemos citar aqui as cervejas Dieu du Diel Blanche Niege e a Anchor Christmans Ale. A canela deve ser adicionada durante a fervura do mosto, tanto faz se for taquinho de canela ou em pó. Vai bem com outras especiarias como gengibre e cravo-da-índia.

4-COENTRO
Coentro é um tempero muitíssimo utilizado na culinária nordestina, tem um aroma e sabor característico. Porém para a cerveja é utilizado a semente de coentro. Impressionantemente, a sua semente tem um aroma cítrico e é um ingrediente obrigatório para as Witbiers belgas. Também é bem empregado nas cervejas de estilo Saison. Para usar semente de coentro na sua cerveja, primeiro moa as sementes em um moedor de pimenta-do-reino e adicione-as durante a fervura. 

5-COMINHO
As sementes de cominho são tradicionais da culinária do norte, são picantes e levemente adocicadas. São utilizadas para aromatizar queijos, pães, pratos salgados e bolos. Os óleos das sementes de cominho são utilizados para a fabricação de bebidas alcoólicas, como o licor germânico Kümmel. Devido às suas características picantes, as sementes de cominho são possíveis especiarias para se adicionar a uma cerveja de centeio. Recomenda-se adicionar as sementes ao final da fermentação secundária e início da maturação e deixá-las na cerveja por poucos dias.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Do copo para a panela

A cerveja pode ser utilizada em várias receitas, dando um toque diferente e mais gostoso no seu prato. 
Hoje vamos passar a dica de uma receita fácil, porém irresistível.


Sobrecoxa de frango com cerveja preta



Ingredientes:
4 sobrecoxa de frango sem pele
2 cebola cortadas em fatias finas
2 dentes de alho picados
1 litro de cerveja escura
2 colheres (sopa) de manteiga para dourar
sal a gosto
pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Tempere o frango com sal e pimenta-do-reino.
Coloque em um refratário e junte as rodelas de cebola e os dentes de alho picados.
Cubra com a cerveja e leve à geladeira por 24 horas.
No dia seguinte, em uma panela, refogue os pedaços de frango escorridos na manteiga, até que fiquem dourados.
Junte a cerveja, a cebola e o alho que ficaram no refratário e cozinhe até que o frango fique macio.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Pensando em ter seu próprio negócio? Elabore um Plano de Negócios.



O plano de negócios do seu empreendimento é o projeto de sua empresa no qual algumas questões serão estudadas, compreendidas e dominadas; como por exemplo: a existência de interessados em comprar o que você pretende vender, o preço que compensará todos os seus custos e dê lucro, entre outras coisas; para que você seja hábil o suficiente para tomar decisões acertadas como empresário.

Um plano de negócios então pode ser entendido como um conjunto de respostas que define o produto ou serviço a ser comercializado, o formato de empresa mais adequado, o modelo de operação da empresa que viabilize a disponibilização desses produtos ou serviço e o conhecimento, as habilidades e atitudes que os responsáveis pela empresa deverão possuir e desenvolver.





































Veja quantas perguntas, quantas dúvidas aparecem no projeto de sua empresa. E isso é uma amostra. Com certeza, ao se aprofundar no estudo das características do negócio escolhido, muitas outras questões surgirão. Elaborar um plano de negó- cios é o passo mais importante que você pode dar.
Existem muitos cursos no mercado que ensinam a elaborá-lo, tanto para definir as questões certas do negócio escolhido como para obter as respostas mais adequadas. Você também pode estudar o assunto por meio das diversas publicações e livros facilmente encontrados em livrarias. No SEBRAE você encontrará cursos, informações e orientações de grande eficácia, sempre que necessitar. Mas, seja qual for o caminho que resolver trilhar para montar seu plano de negócios, o resultado precisa ser o mesmo, isto é, você deverá ter respostas convincentes para as questões impostas pelo tipo de empreendimento que escolher.


Fonte: 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Off-flavors: os defeitos sensorais das cervejas

Sabe quando você bebe uma cerveja com cheiro de papelão? Ou quando está com gosto de pipoca de micro-ondas? Esses são os famosos defeitos sensoriais (ou off-flavors), que são problemas de fabricação, envase e estocagem. São algumas essas sensações estranhas, desde o papelão ao vômito de bebê. Listaremos alguns péssimos sabores que podem surgir nas nossas tão amadas cervejas.

1. Skunky / Lightstruck

Esse defeito surge quando as cervejas são expostas a altas luminosidades, causando uma reação fotoquímica nos lúpulos, originando esse aroma que lembra flatulências animais. Garrafas transparentes ou verdes pioram ainda mais a situação, pois aumentam o contato com a luz. Para evitar este tipo de problema, algumas cervejarias adotaram o uso de lúpulos modificados (tetrahop) que reagem de forma diferente à luminosidade.

2. Alcoólico

A sensação alcoólica em exagero também é um defeito sensorial, e é (obviamente) bastante comum em cervejas de alto teor alcoólico. Isso é proveniente de cervejas que não maturaram adequadamente, que precisam de mais um tempo para arredondar o sabor.

3.  Milho

Esse é o famoso DMS (ou dimetilsulfeto), que pode ser um resultado de infecção bacteriológica ou proveniente do próprio processo de fervura.  Seu aroma lembra repolho, milho e vegetais cozidos.

4. Manteiga

Sim, a manteiga de pipoca de cinema. Gordurosa, oleosa. Nós chamamos esse off-flavor de diacetil. Pode ser causado por uma infecção bacteriológica ou por que a cerveja foi transferida para o maturador muito cedo, cessando a atividade das leveduras antecipadamente.

5. Papelão

Esse é bem famoso no Brasil por causa das nossas tampinhas twist-off. Garrafas com problema de vedação na tampa (ou rolha) e estocadas em temperaturas altas tendem a (lentamente) acelerar reações de oxidação, que por esse contato atribui esse aroma de papelão.

6. Maçã verde

Sabor de maçã verde ou látex na cerveja pode significar acetaldeído (ou etanal), um componente que surge durante o processo de fervura e é consumido pela levedura. Aparece em cervejas que foram envasadas prematuramente. Em cervejas que passam pelo processo de champagnoise esse aroma é proposital e não é considerado defeito.

7. Vômito de bebê

O gosto de vômito de bebê (ou gorfo) é resultado de ácido butírico criado durante a maturação ou envase feitos sem os devidos cuidados com sanitização.

8. Queijo

Queijo gongonzola? Meia suja? Pode ter sido causado por lúpulos fora da validade ou antigos demais. Bastante comum em Sour ales da escola belga.

9. Vinagre

Se você abrir uma cerveja e achar que ela fica melhor sobre sua salada de vegetais, então você tem uma garrafa contaminada em mãos. As bactérias transformam os açúcares em ácido ao invés do álcool que seria produzido pelas leveduras. Por isso cervejas de fermentação espontânea como Wild Ales ou Sour Ales são mais ácidas e azedas. Porém nesses estilos esse sabor é proposital.

10. Metálico


O sabor metálico é bastante comum em latas que foram manuseadas de forma inadequada, que levaram quedas ou choques durante o caminho até a loja/bar. O uso de equipamentos em aço inoxidável evita esse tipo de gosto em garrafas. A hidrólise de lipídeos em maltes mal armazenados também pode conferir esse sabor metálico.



Fonte: http://www.lupulento.com.br/

terça-feira, 13 de setembro de 2016

PENSANDO EM PASSAR O SEU HOBBY PARA OUTRO NÍVEL? VEJA ALGUMAS DICAS


Quando a paixão cresce e a vontade de transformar seu hobby em negócio inicia, o cervejeiro caseiro tem que buscar algumas informações. Afinal, entrar em um mercado competitivo como o da cerveja, demanda conhecer bem o seu consumidor e especialmente as regras de negócios aplicáveis. A tributação da cerveja, por exemplo, é das mais complexas do Brasil. Cada estado da federação tem uma tributação própria de ICMS. Isso demanda conhecimento e estudo.



Aqui vão algumas dicas para quem quer empreender nesta área.

1) Legalize-se. Fazer cerveja em casa não é ilegal. Porém, comercializar a sua cerveja não é permitido. Para vender sua produção, o cervejeiro deve estar registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Além disso, você tem que ter uma empresa, um CNPJ, que segundo a atual legislação não pode ser uma empresa do regime “simples”.

2) Pense além da cerveja. A cerveja, o produto em si é importante, mas tão importante quanto o que vai dentro da garrafa, é todo o conceito de sua marca. Registre sua marca. Existem escritórios de marcas e patentes que vão lhe auxiliar para ter o registro e a proteção para que ninguém utilize indevidamente a sua

3) Pense em todos os atributos de sua cerveja. É importante na definição da receita e escolha de estilo de seu mix de produtos, que você enxergue além da própria cerveja. Pense na identidade visual, no seu rótulo, no tamanho do vasilhame, no preço que o produto vai chegar ao mercado, na comparação com a concorrência e na comunicação com o consumidor. Uma boa agência de marketing vai lhe ajudar muito.

4) Tenha souvenirs bacanas. Lembre-se que o faturamento pode vir não só da cerveja em si, mas da exploração de outros itens e souvenirs de sua marca. Com pouco dinheiro, você consegue ampliar o seu faturamento e alavancar suas vendas. A percepção do consumidor também vai melhorar com um mix de souvenirs legais.

5) Tenha uma sede. Mesmo que você não tenha a cervejaria, você precisará de um espaço. Lógico que você poderia armazenar o seu estoque no quarto de costura de sua mãe. Mas isso não é profissional. Pense em ter uma sede, um local que você possa montar um showroom com toda sua linha de produtos, ter uma pequena câmara fria para barris, e eventualmente até um bar. Lógico que o bar exige um maior investimento, mas se não der, tenha pelo menos um local que você possa promover um dia de recarga de growler, por exemplo.

6) Coloque todas estas ideias no papel. Fazer um plano de negócios, planejando suas metas de vendas, preço de mercado e expectativas de aumento de produção são fundamentais. Se o hobby se tornará sua profissão, pense em quanto você precisará ganhar para trabalhar pela sua empresa. Às vezes, uma boa ideia pode não ser viável financeiramente. Faça contas e discuta seu plano com alguém experiente em negócios.

7) Entenda muito bem dos tributos. Como falamos, a parte mais sensível da venda de cervejas é a tributação. Entenda quais os seus custos tributários, e quanto custará vender para outros estados. Quando você é cigano, a fábrica que produziu para você já terá recolhido os tributos e inclusive o ICMS ST. Ou seja, se você vender para dentro do estado, não haverá uma nova tributação de ICMS, mas se você vender para fora, deverá pagar uma diferença. Peça auxílio para o seu contador para montar uma tabela simulando as vendas para os estados que serão seu mercado alvo.

8) Aproxime-se das cervejarias e dos cervejeiros caseiros. Participar de uma associação reforçará sua marca e ajudará você com a troca de experiências. Da mesma forma, mantenha um laço estreito com os cervejeiros caseiros. Se você veio desse movimento, terá feito um bom número de amigos. Os caseiros são nosso mercado primário e além de consumirem boas cervejas artesanais, são multiplicadores e formadores de opinião.

9 ) Jamais venda sua produção caseira. Pode parecer tentador vender uma produção. Eventualmente, rachar a produção de uma leva é aceitável, faz parte para manter o hobby. Mas o que não pode acontecer é rotular sua cerveja e manter pontos de vendas fixos como se fosse uma cervejaria. Além de ser ilegal por não estar registrado no MAPA, você está praticando uma concorrência desleal. Pode ter os produtos apreendidos e gerar uma autuação para si e inclusive para o ponto de venda que comercializa este produto. Pense que muitas cervejarias estão surgindo fruto da dedicação de quem está fazendo a coisa de forma correta. Além do próprio registro do MAPA (que não é complicado) a venda de cerveja “pirata” é feita de maneira irregular, sem nota fiscal e com sonegação fiscal. Lógico que num mercado onde o produto sofre até 50% de tributação, vender sem nota um produto irregular é concorrência desleal. Existem nanocervejarias que produzem menos de 2 mil litros por mês e estão regularizadas. Pense como seria desleal você não ter nenhuma obrigação legal e nenhum imposto para pagar frente a este cervejeiro. Se você não concorda com a legislação atual, lute para mudá-la, e não para burlá-la.




Fonte: Associação das Micro Cervejarias Artesanais de Santa Catarina